Dos Fins Iniciais

sábado, 23 de abril de 2011

Inícios são tão enfadonhos. São como um banho matinal em um dia chuvoso. Você começa primeiro molhando os pés, depois os braços e assim por diante até chegar ao objetivo principal que é a cabeça e o rosto, com a finalidade de se acostumar com a temperatura álgida, mas sem sucesso, pois quando molhar a cabeça será o mesmo resultado do que molhar logo de uma vez sem essa frescurinha, no fim, apenas perdeu tempo tentando se acostumar em vez de cair de “cabeça” n’água. Assim deveriam ser os inícios, brutos, ímpetos, logo fosse para a parte interessante, a que realmente importa, o clímax da história.
Na realidade, não sei como iniciar "meu diário" - sentindo-me como uma pré adolescente que acha aquele garoto que a rejeitou o cara mais importante do mundo, sua vida sem ele não faz sentido e que precisa escrever sobre a tristeza - portanto, não será do início, nem do meio, nem do final, afinal, não existe um final para um diário né?

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